sexta-feira, 29 de junho de 2012

8 formas de poupar o Planeta (e seu bolso) em 30 minutos

Confira como atitudes rápidas, simples e até inusitadas ajudam a preservar o meio ambiente e economizar dinheiro

São Paulo - Para muita gente, levar uma vida mais sustentável soa a gastos extras para comprar alimentos orgânicos ou produtos mais ecológicos, por exemplo. Mas não tem que ser assim. O comportamento verde pode vir da simples redução do desperdício ou do consumo de energia: duas coisas que inevitavelmente ajudam a economizar dinheiro. Confira a seguir oito maneiras de poupar o meio ambiente e o seu bolso em 30 minutos (ou menos):

1- Andar ou pedalar por distâncias curtas

Aí está uma das formas mais fáceis - e saudáveis - de ajudar o meio ambiente e de quebra economizar dinheiro. Ao invés de pegar o carro ou gastar com ônibus para ir a algum lugar próximo, como uma padaria ou supermercado, que tal realizar o mesmo caminho a pé ou de bicicleta? Assim, você minimiza gastos desnecessários com transporte (em SP, ida e volta de metrô ou ônibus não sai por menos de seis reais), pratica exercício físico e não polui o meio ambiente

2 - Ser vegetariano por um dia

Uma pesquisa recente mostrou que a produção de um quilo de carne bovina emite tanto CO2 quanto percorrer 1,6 mil quilômetros em um automóvel europeu médio. Obviamente, exigir que as pessoas deixem de comer carne para salvar o planeta não é uma medida de todo plausível. No entanto, uma redução mínima no consumo do produto, digamos ao menos uma vez na semana, ajudaria e muito. Propostas do tipo, encabeçadas por famosos, já mobilizam apoiadores em todo o mundo. É o caso da campanha Segunda Sem Carne, liderada na Europa pelo ex-Beatle Paul McCartney e lançada no Brasil em 2009. Os benefícios econômicos, embora não destacados por McCartney, são bem claros: carne custa caro no prato, logo ser vegetariano por um dia é economia garantida.

3 - Achatar (pra valer) o rolo de papel higiênico

É isso mesmo (por mais bizarro que pareça), achatar bem rolo de papel higiênico pode ajudar o planeta e você a poupar dinheiro. A explicação é simples. Ao achatar seu rolo de papel higiênico antes de colocá-lo no suporte, você torna mais difícil a "rolagem" do papel e por consequência diminui as chances de sair mais folhas do que necessário por ocasião de um puxão repentino. Assim, evita -se o desperdício de papel e de dinheiro.

4 - Dar carona para um colega de trabalho

O compartilhamento de carros é uma tendência crescente no mundo. Em alguns lugares na Europa e nos Estados Unidos, moradores de uma mesma quadra ou bairro simplesmente alugam seus carros - que ficam ociosos na maior parte do tempo - para os vizinhos cobrando pelas horas usadas.

 

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·         29/06/2012 | O lado verde (sem cosmético) da L´Oréal

5 - Usar lâmpadas mais econômicas

Opte sempre por lâmpadas fluorescentes, ou pelo menos as utilize em ambientes que necessitam de maior iluminação (duas lâmpadas fluorescentes de 20 watts iluminam mais e duram por mais tempo que uma incandescente de 100 watts). Dê preferência às que possuem o Selo Procel Inmetro de Desempenho. Desligue a iluminação de ambientes desocupados ou que seja estritamente decorativa.

6 - Levar garrafa retornável para o trabalho

Carregar consigo uma garrafinha retornável é uma opção barata e que contribui para preservação do planeta evitando o desperdício. Manter uma dessas na mesa do escritório substiui o uso de embalagens plásticas além de ser uma maneira de poupar dinheiro. Dando o exemplo, você ainda pode influenciar o colega ao lado e disseminar o consumo sustentável.

7 – Espantando os "vampiros” de casa

O modo de espera passiva "standby" dos equipamentos pode muitas vezes desperdiçar energia sem que a gente perceba. Esse consumo de energia é conhecido como "vampirização" e na prática pode responder por até 30% da conta de luz. Por isso, em casa ou no escritório, lembre sempre de tirar os aparelhos eletrônicos da tomada quando estão fora de uso, principalmente televisão, aparelhos de DVD/Blue-Ray e de som.

8 - Chuveiro elétrico

Nos dias quentes, use o chuveiro com a chave na posição verão. Na posição inverno o consumo de energia é 30% maior. Nunca reaproveite resistência queimada, pois aumenta o consumo de energia e não é seguro. Estude a possibilidade de instalar um aquecedor de água por energia solar, que, atualmente, possuem preços mais acessíveis e dispensam grande manutenção. Para baixar o consumo de energia – e de água -– tente reduzir a duração do banho de 20 a 40% .

Fonte: Exame

10 inovações "verdes" das Olimpíadas de Londres

Nossos prefeitos poderiam aprender com Londres, há tantas coisas que podem ser feitas para aumentar nossa chance de permanecer no planeta! Tomara que a mídia dê destaque para isso, e chegue aos ouvidos dos nossos dirigentes. Dirigentes: aprendam com a Olimpíada de Londres e copiem (é mais barato e tem maior chance de sucesso).

 

Aeroporto com carrinhos elétricos

O principal aeroporto da cidade, o Heathrow Iternational – que deve receber pelo menos 80% de todos os atletas, dirigentes e espectadores das Olimpíadas -, inaugurou um sistema de carrinhos elétricos, que dispensam motorista, usados para levar os passageiros do aeroporto aos bolsões de estacionamento e vice-versa. Cada veículo, que comporta até quatro pessoas, trafega sobre uma pista exclusiva a uma velocidade de até 40 km/h e tem emissão reduzida de poluentes.

Ao passageiro, cabe o simples trabalho de acionar em uma tela o destino desejado. O tempo da viagem entre o terminal e o estacionamento é de cerca de quatro minutos. Os “Ultra”, como são chamados, fazem parte do programa “Sistema de trânsito pessoal rápido” (PRT, na sigla em inglês) e substituíram alguns dos ônibus a diesel usados para transporte de passageiros no aeroporto. Além do ganho ambiental óbvio, o sistema ajuda a evitar lotações e diminuir o tempo de espera. Uma solução prática, eficiente e sustentável.

Arenas recicláveis

Depois de um grandioso espetáculo cheio de pirotecnia em 2008, Pequim ainda não encontrou finalidades para alguns de seus estádios. Para não cometer o mesmo erro, Londres evitou as sedutoras megaconstruções olímpicas que, além de pressionar o orçamento, se tornam muitas vezes um problemão após as competições. Exemplo disso é a arena que abrigará os Jogos Olímpicos e Paraolímpicos de basquete. Erguida dentro dos padrões da construções sustentáveis - que balizaram todo o projeto inglês - a arena é totalmente reciclável. Ao final dos jogos, toda sua estrutura - dos bancos às quadras, passando pelo esqueleto de mil toneladas de aço e a cobertura inflável de PVC branca - poderá ser desmontada e reutilizada em outras instalações esportivas pelo país. A arena que vai sediar a modalidade pólo aquático também segue a mesma premissa de temporalidade. Erguida a partir de materiais de plástico reciclado, ela será desmontada ao término dos jogos.

Lixeiras high tech para transmitir notícias

Em fevereiro, Londres instalou um moderno e inovador sistema de coleta seletiva: lixeiras inteligentes equipadas com duas telas LCD uma em cada lado, que são sensíveis ao toque e transmitem notícias em tempo real. Diariamente, das 6h às 23h59, os aparelhos de coleta seletiva reproduzem informações do mercado financeiro, meio ambiente, de cultura e arte, generalidades e previsões do tempo. Há planos, inclusive, de garantir conectividade Wi-Fi na temporada dos jogos olímpicos. A ideia por trás da atratividade do aparelho é uma só: chamar atenção da população para aumentar a taxa de reciclagem da cidade.

Recompensa para quem andar de bicicleta ou a pé

Imagine ser recompensado monetariamente por deixar o carro em casa e ir a pé ou de bicicleta para o trabalho? Com a aproximação dos jogos olímpicos, essa é a tática que a prefeitura de Londres pretende adotar para estimular a mobilidade sustentável, reduzir a poluição e os níveis de congestionamento. Por trás do bônus verde está a empresa Recyclebank que, em parceria com a companhia de transporte municipal Transport for London (TfL), criou um aplicativo para smartphone capaz de mensurar e pontuar os deslocamentos por meios alternativos de cada pessoa. Quando um usuário digita o destino de sua viagem, o app re.route sugere rotas para percorrer a pé ou de bike. Quem segue uma das vias alternativas ganha cinco pontos de recompensa, que são então convertidos em prêmios resgatáveis na forma de descontos em lojas e cinemas conveniados. Disponível apenas para iPhone, o aplicativo começou a valer em maio e no futuro há planos de gerar uma versão para Android.

Árvore solar

Postes com formas orgânicas abastecidos por energia renovável vão iluminar a cidade até setembro para homenagear os Jogos Olímpicos e Paraolímpicos de Londres. Idealizados pelo designer Ross Lovegrove, famoso por misturar ciência, tecnologia e natureza em seus projetos, os postes em formato de árvores brotaram em Londres em maio por ocasião da Clerkenwell Design Week, uma feira com o que há de mais visionário no setor. Com folhas equipadas com células fotovoltaicas que transformam a luz do sol em eletricidade, o poste tem galhos de LED que acendem automaticamente quando escurece.

Ônibus de dois andares ganha versão ecológica

Um dos principais símbolos de Londres ganhou ares mais modernos e ficou mais ecológico. O tradicional ônibus vermelho de dois andares foi adaptado para receber de forma mais adequada as pessoas com dificuldade de mobilidade e também gerar menos poluição. Os novos modelos, que começaram a circular em fevereiro, são equipados com uma tecnologia híbrida, que usa eletricidade e diesel “verde”, que emite metade dos gases poluentes de uma versão convencional, e tem o dobro da eficiência no aproveitamento de combustível.

Embalagens biodegradáveis

Um evento das dimensões das Olimpíadas precisa ter um senhor esquema de coleta de lixo - que não será pouco. Além dos coletores de recicláveis, Londres aposta em embalagens biodegradáveis, principalmente as usadas na alimentação. Por isso, toda comida ou bebida vendida dentro do parque olímpico e nas arenas dos jogos deverão ser feitas de material compostável. Os organizadores estimam que 40% de todo o resíduo gerado nas instalações olímpicas virá da alimentação.

"Cola mágica" contra poluição

As ruas de Londres recebem, desde o começo do ano, uma solução química capaz de atrair partículas de poeira fina do ar e prendê-las ao asfalto. Um veículo especial asperge uma solução de acetato de magnésio de cálcio, que tem o curioso efeito de atrair partículas de poeira fina em suspensão e prendê-las ao asfalto. Uma vez capturada, a poeira é recolhida pelo movimento contínuo dos pneus de carros ou lavada pela chuva. Segundo o excêntrico prefeito Boris Johnson, dá para reduzir em até 10% a concentração de partículas de poeira no ar, melhorando a condição da atmosfera.

Megaprojeto de descontaminação

Um dos carros-chefes do projeto das Olimpíadas verdes de Londres foi a revitalização de uma antiga zona industrial no distrito de Stratford para a construção do Parque Olímpico. A maior operação de descontaminação já feita no Reino Unido precisou de quatro anos de trabalho intenso e mais de 230 milhões de reais investidos para livrar de componentes tóxicos 2 milhões de toneladas de solo contaminado. O complexo de 2,5 quilômetros quadrados hoje conta com uma cobertura vegetal frondosa de 4 mil árvores e 300 mil plantas aquáticas.

Veja mais em:

http://exame.abril.com.br/economia/meio-ambiente-e-energia/sustentabilidade/noticias/10-inovacoes-verdes-das-olimpiadas-de-londres?utm_source=newsletter&utm_medium=e-mail&utm_campaign=news-economia.html

 

 

 

 

segunda-feira, 18 de junho de 2012

Máquina de produzir tijolos ecológicos é atração em feira do Sebrae na Rio+20

RIO DE JANEIRO - Localizada em Campo Grande (MS) e há 15 anos no mercado, a empresa fabrica quatro modelos da máquina, capazes de produzir de 200 até 500 tijolos por hora...

Agência Brasil

RIO DE JANEIRO - Uma máquina para fabricação de tijolos, blocos e pisos ecológicos vem despertando a atenção entre os visitantes da Feira do Empreendedor, evento do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) no Parque do Flamengo, dentro da programação da Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável, a Rio+20. Com tecnologia limpa, a máquina usa como matéria-prima uma mistura de ferro e cimento ou resíduos de construção triturados.

“Cada mil unidades do tijolo ecológico evita o corte de 20 árvores de médio porte, já que no processo convencional seria preciso queimar argila e alimentar os fornos com madeira”, explica o gerente da empresa fabricante, Eduardo Silva Moraes. Segundo ele, o preço final do produto é 20% maior em relação ao convencional, mas o tijolo ecológico tem uma resistência superior em 50 % a do tijolo comum. O produto também apresenta uma eficiência 60% maior em isolamento térmico e acústico.

Localizada em Campo Grande (MS) e há 15 anos no mercado, a empresa fabrica quatro modelos da máquina, capazes de produzir de 200 até 500 tijolos por hora, a preços que variam de R$ 12 mil a R$ 73 mil. Além de vendido para construtoras de todo o Brasil, o equipamento já vem sendo exportado para países da América do Sul e da África.

Na feira do Sebrae, muitos interessados são empreendedores que começam a fazer negócios na área da construção. De acordo com Moraes, os modelos mais simples atendem às necessidades de uma pequena empresa do ramo. “Damos um curso de dois dias para ensinar a operar a máquina e o manuseio correto dos resíduos. O processo é muito simples”, disse.