quarta-feira, 30 de maio de 2012

Europa aprova resolução para proteger abelhas

O Parlamento Europeu aprovou nesta semana uma resolução para a adoção de ações mais contundentes para proteger a população de abelhas, que de alguns anos para cá desapareceram em larga escala no Velho Continente. O texto, aprovado por ampla maioria de 534 votos a favor, 92 abstenções e apenas 16 votos contrários, determina que mais fundos sejam destinados para a pesquisa com abelhas, novos incentivos para que a indústria farmacêutica desenvolva antibióticos e que os rótulos de advertência nos pesticidas do campo sejam mais claros.

A reportagem é de Bettina Barros e publicada pelo jornal Valor, 18-11-2011.

Além de uma questão ambiental preocupante, o declínio dessas populações tem um impacto econômico que não se pode desprezar. Cálculos da Comissão Europeia, braço executivo da União Europeia, estimam que a polinização tem um valor econômico de € 22 bilhões para a região.

Cerca de 84% das espécies de plantas europeias e 76% da produção de alimentos da região dependem dela. A União Europeia produz anualmente cerca de 200 mil toneladas de mel. Bulgária, França, Alemanha, Grécia, Hungria e Romênia são os maiores produtores, empregando, direta ou indiretamente, 600 mil pessoas.


"As abelhas são cruciais na nossa sociedade, na medida em que a polinização tem um papel essencial na preservação da biodiversidade e na manutenção da segurança alimentar da Europa", disse o legislador socialista Csaba Sandor Tabajdi, autor da resolução.

A falta de informações sobre a saúde dessas abelhas tem sido um obstáculo na identificação das causas do desaparecimento desses insetos. Por isso, a Comissão Europeia pretende lançar um programa-piloto de monitoramento no início do próximo ano.

Especialistas já documentaram o desaparecimento em massa de abelhas em vários países, com um cenário mais crítico nos Estados Unidos, onde o fenômeno tem sido comumente chamado de "desordem de colapso das colônias". A causa do problema ainda não é conhecida, mas a destruição dos habitats e o uso extensivo de agrotóxicos no campo (que pode ter afetado o sistema imunológico das abelhas) são possibilidades consideradas pelos especialistas.

Segundo o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), o número de colônias de abelhas caiu de 5,5 milhões em 1950 para 2,5 milhões em 2007. Somente na Califórnia, um dos principais berços agrícolas de pequenas culturas nos Estados Unidos, abelhas de quase 1,5 milhão de colmeias fazem o trabalho da polinização - uma média de duas colmeias por acre.

O Pnuma, braço ambiental da ONU, advertiu no início deste ano que a população mundial de abelhas continuará em declínio. Em relatório, o órgão defendeu o pagamento de incentivos a agricultores e proprietários rurais para que os habitats desses insetos sejam restaurados, como florestas com espécies de floração.

 

http://www.ihu.unisinos.br/noticias/503523-europa-aprova-resolucao-para-proteger-abelhas

segunda-feira, 28 de maio de 2012

Mais um minhoqueiro em SAMPA

A semana passada, 12 maio fizemos a entrega de mais um minhocário para nossos amigos Tânia e Denis, no caminho para Embu. Eles não terão muita produção, pois fazem a maioria das refeições fora, têm uma pequena horta somente com temperos, mas têm o compromisso de passar a ideia adiante, e já começaram as exibições para amigos do condomínio.

 

Com ele, foram nesses dois anos de 2011 e 2012 – 4 novos minhoqueiros (Irâ, Lee, Denis e casa de campo). É pouco, preciso fazer mais, mas é um começo – deve dar cerca de 2 mil quilos por ano, ou 2 toneladas por ano de lixo que poderia estar contaminando o solo e acabou sendo transformado em riqueza para o solo.

 

Preciso testar novas formatos, para diminuir custos e poder passar sem custos...

 

Próximo alvo: Tetel, que já tem horta...

 

Ah, na casa de campo plantamos ontem, 27/maio: 13 mudas de frutíferas! O Paulinho fez os buracos, e plantamos juntos! Hoje estou toda dolorida, mas foi um bom motivo!

segunda-feira, 21 de maio de 2012

Floresta do Mar - Unmi no Mori - Japão

Pode ser uma boa oportunidade para adotarem minhocas para fazer a descontaminação total do solo!

 

Floresta do Mar - "não para a gente, mas para os nossos filhos"

Esse é um projeto lindo aqui em Tóquio, chamado "Umi no Mori" (海の森) - "não para a gente, mas para nossos filhos".

A gente mora em uma ilha aterro (Tsuk
ishima) que foi construída em 1892 com a terra retirada da Baía de Tóquio para construir um canal. Nossa casa fica neste circulinho vermelho na parte de cima da foto abaixo:

Há outras ilhas ao lado da nossa, e esta área pintada de verde foi transformada na Floresta do Mar. É um mega projeto encabeçado pelo Tadao Ando, o maior, mais premiado e mais famoso arquiteto japonês (curiosidade: ele é auto didata, nunca estudou arquitetura).

É uma área de 88 hectares. O projeto inicial era arrecadar US$10 através de 500 mil doadores (total de US$5 milhões). Hoje, as doações já somam mais de US$10 milhões. Começou em 2007 e estima-se que em 2016 esteja terminado, e que a floresta esteja completa, "crescida" em 30 anos.

A base da ilha são 12.3 milhões de toneladas de lixo que foram acumulados de 1973 a 1987. Este link mostra os detalhes de como foram feitas as camadas de terra da ilha.

Além de transformar a imensa pilha de lixo em uma floresta, a idéia é criar uma passagem, uma corrente de ar fresco direto para a cidade.

É um símbolo de uma cidade focada na reciclagem e preocupada com a harmonia com o ambiente. Sustentabilidade!!

O Álvaro e eu fomos plantar umas árvores lá, em novembro.

Confesso que não sabia qual era o plano quando saí de casa, e esta foto do meio capta bem o momento "Embaixatriz retirando pedrinhas do sapatinho de cristal". hihihi

À direita, os amigos que nos convidaram.