terça-feira, 27 de dezembro de 2011

Filmes relacionados ao mundo publicitário que vale a pena ver

Seleção EXame

 

99 Francos

Título original: 99 Francs
Ano: 2007 (França)
Direção: Jan Kounen
Com: Jean Dujardin, Jocelyn Quivrin e Patrick Mille

Baseado na autobiografia do ex-publicitário Frédéric Beigbeder, 99 Francos traz um debate semelhante ao proposto pelo fotógrafo Oliviero Toscani no livro "A publicidade é um Cadáver que nos Sorri".

No filme, o abuso da propaganda e a sociedade do consumo desenfreado são atacados em seis capítulos narrados, cada um, conforme um pronome pessoal ou de tratamento, pelo personagem principal, Octave, publicitário de considerável prestígio dentro e fora da agência em que trabalha.

Octave entra em uma crise depressiva e começa a usar drogas a partir do momento em que vê uma de suas ideias ser totalmente distorcida pelo presidente de uma grande firma de iogurtes atendida pela agência.

Agência de Assassinos

Título original: Agency
Ano: 1981 (EUA)
Direção: George Kaczender
Com: Lee Majors, Robert Mitchum, Valerie Perrine

Um misterioso milionário (Robert Mitchum) compra uma agência de propaganda e começa a substituir todos os funcionários por pessoas que nada parecem saber de publicidade.

O personagem de Lee Majors descobre então que a intenção, na verdade, é usar propagandas subliminares para influenciar a população a votar em políticos de seu círculo de relacionamentos.

O Grande Sucesso de Rock Hunter

Título original: Will Success Spoil Rock Hunter?
Ano: 1957 (EUA)
Direção: Frank Tashlin
Com: Tony Randall, Jayne Mansfield, Joan Blondell e Betsy Drake

Para não perder o emprego e conseguir salvar sua carreira, o publicitário Rockwell P. Hunter (Tony Randall) precisa convencer uma famosa atriz e símbolo sexual da época (Jayne Mansfield) a estrelar o comercial que acaba de criar para uma marca de batons.

A personagem de Jayne, porém, quer algo em troca, e não é dinheiro. Para não virar desempregado, Rockwell P. Hunter terá de se passar por amante da estrela.

Enquanto Jayne Mansfield interpreta uma caricatura de... Jayne Mansfield, o filme traz algumas sutilezas sobre o mundo publicitário e se consagra como uma das comédias memoráveis dos anos 50.

Crazy People, Muito Loucos

Título original: Crazy People
Ano: 1990 (EUA)
Direção: Tony Bill
Com: Daryl Hannah, Dudley Moore, Paul Reiser e J.T. Walsh

Nesta sátira à publicidade, Emory Leeson (Dudley Moore) passa por um momento delicado quando sua esposa o abandona. O publicitário então, num surto de honestidade, cria uma campanha em que só se diz a verdade sobre os produtos. Charles F. Drucker (J.T. Walsh), seu chefe, acha a ideia absurda e o obriga a se internar em um hospital psiquiátrico.

O material da campanha, porém, acaba sendo impresso por engano e se torna um enorme sucesso, motivo pelo qual Leeson é chamado de volta à agência. Agora, no entanto, ele se recusa a deixar a instituição. Em meio aos loucos, encontrou sua verdadeira paixão, a paciente Kathy Burgess (Daryl Hannah), e colegas com quem cria campanhas muito mais criativas e fora do comum do que as de seu passado.

 

 

 

 

 

quarta-feira, 21 de dezembro de 2011

Matéria FSP detalhes

04/09/2008 - 10h13

Com minhocas, sistema doméstico converte lixo orgânico em fertilizante

 

 

 

JANAINA FIDALGO da Folha de S.Paulo

De essencial, a lata de lixo virou item supérfluo na cozinha da antropóloga Nicole Roitberg, 31. Há um ano, cascas de fruta, aparas de verdura, restos de alimentos, borra de café e saquinhos de chá têm outro destino: a Minhocasa, um sistema de compostagem doméstica em que minhocas convertem resíduos orgânicos em fertilizante natural.

Desenvolvida pelo Instituto Coopera, uma ONG de Brasília, a Minhocasa é resultado de uma experiência australiana adaptada e redimensionada para a realidade brasileira.

Trata-se de um sistema fechado, composto por três caixas plásticas empilhadas. No compartimento do meio, uma colônia de minhocas de duas espécies --vermelha da Califórnia e gigante africana-- se alimenta de sobras de alimentos, folhas secas e papel, convertendo-os em dois tipos de adubo: húmus e um biofertilizante líquido.

"Hoje, o lixo seco já tem mercado, virou dinheiro. Há indústria para reciclar latinhas de alumínio e garrafas PET. Não se vê uma na rua", diz o administrador de empresas Cesar Cassab Danna, 35, um dos fundadores do Instituto Coopera. "Mas o lixo orgânico, que, segundo estatística mundial, representa mais da metade de uma lixeira doméstica, é o grande vilão. Mal manejado, é o que mais polui. Gera gás metano e chorume, aquele líquido ácido que acaba no lençol freático e contamina os rios."

Se na lixeira convencional o lixo cheira mal, no minhocário isto não ocorre. Não há fermentação porque a relação entre nitrogênio (lixo molhado) e carbono (matéria orgânica seca) é balanceada na proporção de um para dois, respectivamente.

"Quando há excesso de nitrogênio, o lixo fica muito úmido, entra no estágio anaeróbico e fermenta. O carbono tem a função de aerar o sistema, de criar canais de ar", diz Danna.

Ainda assim, o sistema gera um líquido com pH neutro usado como adubo folhear ou na rega. "Quanto maior for a diversidade dos restos alimentares, mais rico será o adubo."

A seu favor, a Minhocasa tem o fato de 1) ser compacta; 2) não gerar mau cheiro; 3) não atrair ratos nem baratas; 4) não demandar os cuidados requeridos por uma composteira tradicional; 5) ser auto-regulável.

"As minhocas se adaptam de acordo com o espaço físico e a quantidade de comida disponível. Podem ficar até três meses sem receber alimentos. Não morrem, só diminuem ou param a reprodução", diz Danna.

A médica Luciana Tutida, 34, está reciclando o lixo orgânico há três meses. Nesse ínterim, porém, já ficou uma semana sem alimentá-las. "O manejo é simples, tanto que às vezes eu esqueço de colocar lixo e não tem problema", diz. "É gratificante saber que posso ajudar a reciclar o lixo que eu produzo."

Solução doméstica

A idéia de descartar o lixo orgânico da maneira convencional, colocando-o na rua para que seja recolhido pelo caminhão e descartado em lixões ou aterros, há muito tempo não agradava a antropóloga Nicole Roitberg, que trabalha com sustentabilidade ambiental.

"Em sítio, é fácil fazer a composteira e resolver o problema, mas, por morar em apartamento, ainda não tinha resolvido a questão do meu lixo orgânico."

No início, Nicole enfrentou resistência da mãe. "Ela não queria de jeito nenhum. Trouxe de surpresa e deixei um recado: "Dê boas-vindas para a nossa família". Ela não gostou muito, mas, com o tempo, percebeu a importância não só de reciclar o lixo orgânico mas de perceber que a natureza transforma tudo. Uma coisa vira alimento da outra. Ao fazer isso, estamos tentando mimetizar esses processos da natureza."

Praticante da permacultura -manejo sustentável dos recursos naturais a fim de causar o menor impacto ambiental possível-, Danna diz que o grande apelo da Minhocasa é a funcionalidade e praticidade do sistema, mas principalmente a possibilidade de "cada um fazer a diferença".

"Existem muitos paradigmas a serem quebrados em relação ao lixo. Na cabeça de muitos, é aquilo que fede e atrai doença. Mas o lixo é tudo isso sim se mal manejado. Do contrário, torna-se não um poluente, mas um grande nutriente. Se cada um cuida do seu, o benefício para o meio ambiente é muito grande, e o dispêndio financeiro para a coleta, bem menor."

Veja mais em: http://www1.folha.uol.com.br/folha/equilibrio/noticias/ult263u440734.shtml

Serviço  CAIXA GRANDE
absorve até um litro de resíduo orgânico por dia (produção de três a quatro pessoas, em média) 45 cm de largura x 60 cm de profundidade x 80 cm de altura R$ 275 + taxa de entrega*

CAIXA PEQUENA absorve até meio litro de resíduo orgânico por dia (produção de duas pessoas, em média) 40 cm de largura x 35 cm de profundidade x 60 cm de altura R$ 195 + taxa de entrega*

* Sedex (caixa grande: R$ 70 a R$ 80 na cidade de São Paulo; caixa pequena: R$ 90 a R$ 110), ou ônibus

Como encomendar
Tels. 0/xx/61/8181-0003 (Cesar) e 0/xx/61/9966-8967 (Clarissa)
e-mail: minhocasa@gmail.com
site:
www.minhocasa.com Compartilhe

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